glück ∞
Glück
"A coisa mais importante que você aprenderá é simplesmente amar e ser amado!" – Moulin Rouge
Home ask me facebook +follow submit
“É tão ridículo assim alguém se apaixonar? Olha, baseado nos sintomas tradicionais que andei desenvolvendo nas últimas semanas, eu não usaria exatamente a palavra “ridículo”, a não ser que você ache todos os hospitalizados uns patéticos fingidos. Mas quando as coisas não rolam, quando não há qualquer sinal de correspondência, a sensação é mais ou menos um saco, como um resfriado mal curado. Você não consegue ir a lugar algum sem espirrar sua doença na cara dos outros. Não há antibióticos contra a paixão.”
~ Gabito Nunes.  (via acrescentada)

“A vida é uma banda musical sem estilo definido. Amanheceu, acordei, peguei a viola e comecei a tocar aquela moda sertaneja com uma xícara de café do lado, um prato com duas tapiocas saídas recentemente do forno e a caneca de leite retirado naquele instante da vaca. Liguei o rádio e estava passando o horóscopo do dia; meu signo dizia que a sorte estava ao meu favor – me senti nas batalhas dos distritos de Jogos Vorazes – e um amor apareceria na minha janela no fim da tarde – mal sabe a moça que elabora isto, que não tem janela aqui em casa. Começou a tocar uma música dos eletrohits e fui varrer a casa, afinal sou um filho prestativo. O ritmo daquilo que eu escutava me deu vida e nem vi o tempo passar. Olhei no relógio e estava na hora do almoço. Liguei para o moço da churrascaria e pedi bife acebolado com arroz e feijão e uma latinha de coca-cola. Com meia hora, meu pedido chegou, coloquei no youtube e escutei um bom pagode. A letra da música dizia “deixa a vida me levar” e eu pensei: ela nunca me levou mais do que está levando. A vida nos leva ao caminho que tracejamos de uma maneira surpreendente, quando menos percebemos aquilo que desejamos algum tempo atrás está se tornando real, seja a faculdade dos sonhos, comprar a casa própria da mãe, encontrar a alma gêmea assim do nada e ver o quão parecidos somos – talvez seja por isso que dizem que encontraremos o amor quando começamos a nos amar –, casar, ter dois filhos, ir ao parque, discutir Caetano e até as bobagens planejadas estão ali, se realizando e me coloco a morrer de rir, de mim, dos meus sonhos e da vida. A vida nos carrega para o infinito. O pequeno infinito que desde cedo começamos a planejar. E nesses pensamentos, passa a tarde, o tempo que seria dedicado a leitura do novo romance trágico de John Green se esvai e a noite chega querendo ser admirada. Começa na rádio FM o Toque de Amor e aquelas músicas altamente melosas, que relembram a namoradinha de infância, a ex do ensino médio, o carinha que experimentou para ter certeza da sexualidade e a pessoa que finalmente está presente e quer tê-la no futuro e no pós-futuro, ou melhor, na eternidade. Está terminando a novela das nove e uma música que diz “se aqui já fez morada…” começa a tocar ao fundo e você relembra dos seus amigos que moravam, na melhor das hipóteses, na casa em que morava e propriamente dito, no coração meio solitário que tinha. Coração solitário com amigos; meio estranho isto. Mas é como se diz: mesmo rodeado de pessoas, tende-se a se sentir assim, só. A solidão é o mal do século. Sai-se na rua e a lua está lá, cheia, rodeada de estrelas e constelações que provavelmente não se conhecem, exceto é claro, o tal do cruzeiro do sul que aponta para o norte. O tal norte que devemos ter como direção central. Seguir sempre em frente, mesmo depois de perder o melhor amigo para a vida, ser deixado de lado pelos colegas da faculdade, abandonado no altar pela provável futura cara metade, ou cara igual, sei lá. Seguir em frente mesmo depois de perder a família para a morte, perder os bens para o governo, já que não foi paga a conta do Fies, o IPVA, o IPTU e todo o resto de contas que se deixou acumular no decorrer dos anos pelo fato de ter entrado na melodia melosa do programa da noite daquela rádio e ter derretido feito o barro. É isso que dar ser rúptil e mergulhar no que os cantores sentem e esquecer da dor que eles transmitem nas letras das músicas. A vida é uma orquestra musical que aclama por aplausos. Mas isso, é apenas se conseguir decifrar as melodias confusas propostas por ela e tal fato só é possível se você esquecer do passado e não pensar muito no que há de acontecer no próximo segundo. A vida é uma roda, rode, gire, rodopie… Dance com ela.”
~ Sou um ser feito de barro, apenas. (via acrescentada)

“— Você acredita no amor? — Ele perguntou.
— Tenho que acreditar. Aconteceu comigo uma vez.”
~ Charles Bukowski. (via acrescentada)

“Eu morri muitas vezes acreditando e esperando, esperando em um quarto olhando para o teto rachado, esperando por um telefonema, uma carta, uma batida na porta, um som.”
~ Charles Bukowski.  (via acrescentada)

“Eu dava um cavalo branco para ele, uma espada, dava um castelo e bruxas para ele matar, dava todas essas coisas e mais as que ele pedisse, fazia com a areia, com o sal, com as folhas dos coqueiros, com as cascas dos cocos, até com a minha carne eu construía um cavalo branco para aquele príncipe. Mas ele não queria, acho que ele não queria, e eu não tive tempo de dizer que quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo.”
~ Caio Fernando Abreu.  (via acrescentada)

“Idiota fui eu, que só por ter tido carinho, pensei que fosse amado.”
~ Caio Fernando Abreu.  (via distanciava)

“Por favor fica, e se não der pra ficar, me leva.”
~ Oito de Outubro.    (via auroriar)

© THEME MAFIOSO